Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (18), ACM Neto, vice-presidente do União Brasil, expressou sua indignação em relação à apatia do governador Jerônimo Rodrigues (PT) diante das crescentes invasões de terras nos municípios de Itabela, Itamaraju e Prado. O político classificou as ações de criminosos que ameaçam e aterrorizam produtores rurais como uma clara evidência da ineficácia do governo estadual.
Produtores da região têm relatado experiências alarmantes com invasões e conflitos por posse de terras. De acordo com os relatos, esses ataques são orquestrados por grupos fortemente armados, que não hesitam em utilizar indígenas como escudo durante as invasões. Até o momento, 81 propriedades já foram alvo dessas ações agressivas, causando um ambiente de medo e insegurança entre os moradores locais.

“É um absurdo que criminosos invadam propriedades produtivas, ameacem famílias inteiras e ainda consigam sair impunes”, afirmou ACM Neto. Ele denunciou que a indiferença do governo em relação a essa situação alarmante transformou a vida no campo em um verdadeiro pesadelo. Para ele, é inaceitável que um governo que deveria zelar pela segurança e bem-estar de seus cidadãos não tome providências diante de uma crise tão grave.
Os agricultores disseram sentir a falta de uma resposta rápida e efetiva do governo estadual, que, segundo eles, deveria estar agindo para resolver os conflitos de posse e garantir a proteção das propriedades rurais. A crítica de ACM Neto ecoa um sentimento de frustração crescente entre os cidadãos que vivem do trabalho na terra, clamando por justiça e proteção em um momento de extrema vulnerabilidade.
A situação dos conflitos de terra na Bahia levanta também um debate mais amplo sobre a questão da segurança no campo e a necessidade de uma gestão mais ativa e comprometida por parte das autoridades estaduais. A inatividade do governo, segundo críticos, não só piora os conflitos existentes, mas também perpetua um ciclo de violência e impunidade que afeta diretamente a vida de milhares de pessoas na região.
